Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já cometeu adultério com ela.
Mateus 5:28
Ouvi uma história que me fez pensar. Evidentemente, vou preservar a verdadeira identidade dos envolvidos. A história era mais ou menos assim: Imagine um rapaz e uma moça que haviam sido namorados, mas estavam separados. Os dois tiveram um namoro cristão, sem “intimidades”.
A moça pensou em voltar a namorar o rapaz. Então, descobriu que ele já não era mais o mesmo, pois havia conhecido uma outra moça e o relacionamento os levou até um motel.
“Mas durou só 15 minutos!”, retrucou o rapaz. Ele disse que foi só um caso, insistiu que ainda a amava (acho que por 15 minutos ele não a amou, bem o problema não é meu), mas a moça desistiu de reatar o namoro.
O que me surpreendeu foi a resposta do rapaz. Engraçado, ele se justificou como se fosse permitido pecar por 15 minutos. Ou então, como se fosse um pecado menor, afinal, “só durou 15 minutos”.
Só que o Senhor Jesus disse que o só pensar em algo pecaminoso, já é pecado. Imagine então praticar o ato?!
E o mais estranho é que aquele que magoa, fere ou trai, é o primeiro a jogar na cara do outro: “E o perdão? Você tem que perdoar!”, como se o perdão fosse um direito. O perdão é um dever do cristão, mas não é um direito a ser exigido.
Se eu ofendo alguém, devo pedir perdão, é claro, mas não posso exigir que a pessoa me perdoe.
É lógico que o cristão não tem opção, ele tem o dever de perdoar. Mas quem o magoou, não tem o direito de exigir que seja perdoado.
Além disso, o perdão exige antes de tudo o arrependimento. Como ser perdoado, se nem ao menos houve arrependimento?
E como dizer que se ama uma pessoa, quando se deita com outra?
Acho que a moça poderia ter feito a seguinte oração: “Senhor, eu peço que me livre de pessoas que pensem e ajam como aquele moço. Não quero estar com pessoas assim, nem que seja por apenas 15 minutos”.
